segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Cosmos, pintura e desenhos - Exposição Pé de Planta, pede Arte

      Dentre as flores cotidianas, destas que nascem nos terrenos baldios sem que ninguém oficialmente plante, cultive, cuide ou planeje, uma das minhas preferidas são os cosmos.


      Tenho uma amiga e xará que adora as cosmos, planta de cores diferentes, cuida e lógico, as fotografa! Assim, do amor dela pelas cosmos e sua delicadeza veio minha vontade de pintar elas.


     Estas obras todas foram feitas usando fotografias, já que no meu jardim não tem desta florzinha. Esta com a abelhinha é uma das minhas preferidas, e foi feita com uma foto que a Claudia Barros me enviou do seu jardim.

      Todas estas obras de diferentes datas e técnicas estão na exposição Pé de Planta, pede Arte até o dia 13/10 no hall do Centro Cultural Vera Schubert.

beijocas coloridas

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Margaridas lápis multicor - Exposição Pé de planta, pede Arte

      Nas histórias das minhas pequenas/grandes descobertas está o uso do lápis multicor. Este lápis vem com várias cores dentro e muda conforme vai se traçando. Não é possível ter muito controle sobre a cor que vai aparecer na imagem, portanto não me pareceu muito útil de cara. 


      Um destes dias de revolta com a vida sentei no chão com muito papel espalhado e comecei a riscar, rabiscar, sem muita forma definida, apenas riscando... (meio que com raiva do mundo, sabem como?!) 


      E neste risca - rabisca surgiu uma flor, depois outra e mais uma. Percebi que o fundo poderia ser trabalhado com os lápis multicor e deixando a flor no espaço sem pintar, em branco!


     Assim flores e mais flores surgiram nos papéis, e uma nova técnica se desenvolveu. 


     Trabalhando o fundo mais que as flores, riscando leve e solto. Esta leveza quase descontrolada que a vida pede para ser feliz!
     Estes e outros desenhos estão na Exposição Pé de planta, pede Arte, no hall do centro cultural até dia 13/10.
Beijocas Coloridas

terça-feira, 1 de outubro de 2019

Orquídeas - Exposição Pé de Planta, pede Arte

      Quando eu falo que os temas me acham, que as coisas acontecem... simplesmente acontecem.
      Estas tábuas de peroba tem uma longa história, são as chamadas madeiras de demolição. Já foram árvores, já foram casa, e estas já foram uma linda estante para orquídeas.


      Como eu já estava pintando uma série de flores, margaridas e rosas principalmente e esta madeira tinha uma história decidi juntar as duas e pintar nelas orquídeas.


      A madeira e sua textura, suas ranhuras e marcas poderiam e deveriam ficar a mostra, para contar parte desta vida, enquanto o fundo se esmaece nas linhas multicoloridas. Os traços soltos do fundo lembram e muito os desenhos multicor.


       Fui escolhendo das fotos que tenho das orquídeas de minha mãe, das salvas anteriormente no pinterest, e sempre procurando uma flor que ficasse boa naquele pedaço em especial.


     Estas e outras peças estão na Exposição Pé de planta, pede Arte, no hall do Centro Cultural Vera Schubert até dia 13/10.

Beijocas coloridas

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Margaridas - Exposição Pé de Planta, pede Arte

      Ter e cuidar de um jardim é uma atividade muito interessante. O jardim em si é um organismo vivo, cresce, muda, se modifica. Algumas plantas são perenes, como as roseiras, outras são de temporada, como as margaridas.


     Comprei sementes de Margarida Mexicana e semeei pelo jardim. Nasceram vários pés, ficam grandes e se transformam em arbustos cheios de flores de um laranjado intenso. Os pés já morreram faz tempos, mas as flores continuam em forma de pintura!



     Sempre faço testes de cores e modos de pintar. Gosto muito destes closes que pegam bem a flor, que permite ver o formato de cada pétala.
 
     Estas e outras plantas que se transformaram em arte estarão na Exposição Pé de planta, pede Arte que abre dia 29/09 e fica até dia 13/10 no hall do Centro Cultural Vera Schubert.
Beijocas coloridas

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Rosas e rosas - Exposição Pé de Planta, pede Arte

       Quando me mudei de Curitiba para Umuarama vim morar numa casa com uma grande roseira vermelha. A roseira ficava no fundo do quintal e era uma pena que quase ninguém visse o quanto carregava de lindas rosas vermelhas. Muitas vezes eu colhia as rosas e colocava na mesa para poder admirar. Assim as rosas passaram a ser uma imagem constante em casa, e logo se tornaram tema para as pinturas.


       A primeira delas simplesmente não ficava boa. A composição estava interessante mas as rosas não ficavam como eu queria. Borrei para começar a repintar e gostei do efeito. Borrei todas a tela no mesmo sentido, de modo que ela ficou como se fosse toda desfocada. Gostei, mas puxa... não era bem isto que eu pretendia e deixei as rosas só no jardim por um bom tempo.


       Mas as rosas no jardim continuavam me dizendo que eu precisava pensar numa solução para registrar aquela delicadeza colorida, tão leve e tão efêmera. Voltei para elas. Colhi as rosas e voltei a pintar. 


       Mudei de casa, trouxe uma muda da rosa vermelha, comprei mais roseiras. Hoje tenho umas dez roseiras de cores diferentes e vira e mexe uma uma vira pintura.


     Beijocas Coloridas

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Galhos e árvores - Exposição Pé de planta, pede Arte

    Outro dia me perguntaram como eu escolho o que pintar, o que me inspira. Pensei um bocado para responder. Eu não escolho os temas, eles acontecem.
     Nos tempos de UFPr a professora Dulce Osinski nos fazia pensar como temática, produzir séries de estudos de um único assunto. Era trabalhoso, porque não era só desenhar. Tinha que justificar, se explicar, pensar e repensar aquela prática. Nesta época eu tinha minha filha pequena e aquela vida tumultuada de quem trabalha, estuda, tem casa e filhos. Não tinha feito a "tarefa" de fazer oito desenhos sobre o mesmo tema. Então, no caminho de ônibus da minha casa até a universidade eu fui desenhando, sentada com a prancheta no colo, sem muita ideia do que fazer. Comecei a fazer as árvores, só uma parte do tronco. Só o que se vê da janela do ônibus. Rápido, sem detalhes, sem galhos finos ou folhas. Sabem como é, eu ali, atrasada, desenhando nas paradas, rabiscando solto enquanto chacoalhava nas ruas curitibanas.
      As árvores chegaram na aula, receberam a análise da professora e foram tema por muito, muito tempo. Confesso que gosto demais de desenhar as árvores. Começou por preguiça de pensar em outra coisa, e foi se tornando meu tema preferido. Em cada época elas representaram coisas bem diferentes. Já foram secas, floridas, com folhas ou só os galhos. Já foram gravura, desenho, pintura.
      Eu descuido de mim mesma e estou ali olhando um galho interessante que passa de atravessado todo tordo para o outro lado da copa da árvore. Eu paro e observo, muitas vezes fotografo. E olhando estas fotografias produzi duas pinturas que estarão na exposição.


      Eu gosto muito da luz que a gente percebe nos galhos, das cores que, quando eu descuido um minuto, tomam conta de todo o espaço, ganham forma e tridimensionalidade. 

   
      Pintar nem sempre é uma linha reta, uma tarefa fácil. Esta obra enroscou por mais de um ano no cavalete. Não saía, não ia. Fiz boa parte em duas tardes e depois ficou ali parada por meses e meses. Alguma coisa nela me incomodava e deixei quieto. (deixar pra lá um problema e fingir que ele não existe não é uma boa solução, mas ajuda a por num lugar que permita repensar sobre o assunto e retomar depois!)
      Quando esta exposição foi se aproximando e eu com a ideia maluca que precisava de 45 obras para comemorar os 45 anos voltei a ela. Procurei a foto de base, lembrei do lugar, do cheiro, da sensação maravilhosa de estar ali naquela pousada na beira do bosque, bem no centro de Ouro Preto, juntinho com a minha filhota Beatriz.
      Respirei fundo e repintei tudo!
      Porque as vezes é isto que a gente precisa. Parar para pensar no que tem de bom naquela lembrança, naquela ideia. Estas árvores me trazem a sensação desta luta diária pra ver ao longe, das subidas e descidas que a vida dá, do medo de cair do barranco e da beleza da vista do alto. Que sempre existe muita coisa entre a gente e a beleza lá longe, no caso a pitoresca e barroca Ouro Preto.
      Muitas vezes estamos tão preocupados no objetivo, que está longe, e não percebemos a beleza do caminho. E Ouro Preto com seus casarios e igrejas barrocas centenários se transformaram em manchas brancas, desfocadas entre o bosque e a serra ao longe. Porque parece que eu descuido e as árvores tomam conta do meu desenho, da minha temática, do meu mundo.
     Por isto "Pé de planta, pede Arte"!


a exposição abre dia 29/09 e fica até dia 13/10 no hall do Centro Cultural Vera Schubert.

beijocas coloridas

terça-feira, 24 de setembro de 2019

Céu e mar - Exposição Pé de planta, pede Arte

Ois,
     Quem me conhece sabe que não gosto de mar, não gosto da praia, não gosto da água indo e vindo... coisas de gente caipira do interior acostumado a ver só um córrego vez ou outra... rsrsrs
     Mas meus pais adoram o mar!! Aprenderam depois dos filhos crescidos a se organizarem e viajam, aproveitam um monte, e nos mandam fotos! E minha mãe tira fotos deles e dos lugares e coisas que sabe que vou gostar, para eu de certo modo aproveitar a viagem por tabela... rsrs
     Estes tempos eu procurando uma foto para inspiração, das muitas que tenho separadas para um dia quem sabe virar um desenho ou pintura. Encontrei com este céu com nuvens fofinhas, que minha mãe tirou em uma viagem ao nordeste.


     Eu pintei o céu, o mar veio de brinde!
     A tela ficou com aquele jeito bom de contemplação, de parar o mundo e ficar ali quietinho só olhando.
Beijocas Coloridas